Levantamento feito pela assessoria jurídica de Bolsonaro aponta que ele perdeu 95% das ações já julgadas contra ele.
Após ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sentença oficializada nesta sexta-feira (30) tornando-o inelegível pelos próximos oito anos, Jair Bolsonaro (PL) ainda vai continuar por muito tempo no banco dos réus, respondendo a quase 600 ações judiciais, segundo o último levantamento feito pela área jurídica do PL, que vai pagar boa parte dos gastos com advogados com recursos públicos do fundo partidário.
Caso Bolsonaro seja condenado, o montante a ser pago em indenizações pode chegar a R$ 2 milhões. Com patrimônio de R$ 2,2 milhões declarado ao TSE nas últimas eleições, além da renda de cerca de R$ 86 mil mensais, o ex-presidente teria condições de arcar com todas as custas processuais, mas resolveu pedir Pix a seguidores, recebendo antecipadamente dinheiro para pagar os processos.
Levantamento feito pela assessoria jurídica de Bolsonaro aponta que ele perdeu 95% das ações já julgadas contra ele – e que ainda cabem recurso.
Entre as derrotas que sofreu na Justiça estão a indenização de R$ 20 mil à deputada Maria do Rosário (PT-RS) por ato misógino, outros R$ 35 mil à repórter da Folha Patrícia Campos Melo, por incitação sexual – quando sugeriu que a jornalista “deu o furo” para produzir reportagens contra ele –, mais R$ 150 mil por ataques a jornalistas em dois processos e R$ 30 mil por associar o senador Omar Aziz (PSD-AM) à pedofilia durante a CPI da Covid.
Por , na Revista Fórum
Em breve, teremos outra vítima do fundamentalismo bolsonarista:
“Não aceitarei cassação nenhuma. Farei uma greve de fome feroz. Posso até morrer, mas não vão cassar Bolsonaro” (Silas Malafaia)

