A França em chamas condena, por antecipação, os imigrantes.

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O número de manifestantes presos durante os protestos nas ruas da França neste fim de semana subiu para 719, disse o Ministério do Interior neste domingo (2).

O órgão público disse horas antes que a violência durante os tumultos parecia diminuir em relação às noites anteriores.

As manifestações começaram após a morte de um garoto de 17 anos que foi baleado durante uma abordagem policial no subúrbio de Paris na terça-feira.

Os protestos já duram 5 dias e estão sendo mobilizados em diversas cidades do país. Além da capital Paris, também há manifestações em Marselha e Lyon.

A crise que se espalha rapidamente representa um novo desafio para a liderança do presidente Emmanuel Macron e expõe o profundo descontentamento em bairros de baixa renda devido à discriminação e à falta de oportunidades.

Em um bairro do norte de Paris, os manifestantes dispararam saraivadas de fogos de artifício e incendiaram barricadas enquanto a polícia revidava com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.

Um carro em chamas atingiu a casa do prefeito do subúrbio parisiense de l’Hay-les-Roses durante a noite. Ele afirma que isso feriu sua esposa e um de seus filhos.

Cerca de 2.800 pessoas foram detidas desde a morte de Nahel na terça-feira.

 Foto: Juan Medina/REUTERS

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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