Aras usa reta final na PGR para afastar alinhamento a Bolsonaro e omissões com Covid e ambiente.

Aras tenta fugir do cenário de horrores que foi a blindagem de Bolsonaro em 4 anos de governo.

Por meio de postagens em seu perfil no YouTube, todas com poucas dezenas de visualizações, ele tem defendido sua gestão no exame da conduta de governantes quanto ao enfrentamento à Covid-19 e também na área do meio ambiente.

Aras usa reta final na PGR para afastar alinhamento a Bolsonaro e omissões com Covid e ambiente

FOLHAPRESS) – A três meses de encerrar o mandato à frente da PGR (Procuradoria-Geral da República) e tentando se cacifar para ter voz na sua sucessão, Augusto Aras antecipou a prestação de contas sobre o que considera ser seu legado, priorizando temas caros ao governo do presidente Lula (PT) e, ao mesmo tempo, buscando se afastar de seu alinhamento a Jair Bolsonaro (PL) e de suas omissões diante da gestão passada.

Por meio de postagens em seu perfil no YouTube, todas com poucas dezenas de visualizações, ele tem defendido sua gestão no exame da conduta de governantes quanto ao enfrentamento à Covid-19 e também na área do meio ambiente.

Aras foi criticado por apoiadores do atual mandatário e opositores de Bolsonaro –que o conduziu duas vezes ao cargo– sob a acusação de ser omisso justamente em relação a esses temas.

Nos vídeos publicados nas últimas semanas, Aras encampa o discurso de que o órgão foi diligente na fiscalização de atos administrativos e gastos públicos destinados ao combate da pandemia. Cita situações como a crise da falta de oxigênio em hospitais de Manaus.

Diz que criou o Gabinete Integrado de Acompanhamento da Covid-19 na PGR antes mesmo de a OMS (Organização Mundial da Saúde) “declarar o estado pandêmico” e que a atuação dessa equipe garantiu a liberação de recursos públicos para enfrentar os problemas no Amazonas.

Em gravação divulgada na segunda-feira (26), ele rebate críticas ao fato de não terem sido apresentadas denúncias a partir do relatório da CPI da Covid, após a Procuradoria concluir pela insuficiência de provas no material compartilhado pela comissão do Senado.

“O procurador-geral e todos os colegas que atuaram cumpriram rigorosamente com seus deveres”, afirmou. “É preciso distinguir a retórica política do discurso jurídico.”

Aras exalta ainda, em outra publicação, uma ferramenta chamada Georadar, que segundo ele consegue detectar em dez segundos “uma invasão, uma queimada, um desmatamento”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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