Caixinha do Inelegível funcionou a todo vapor comandada pelo Coronel.
Transações ocorreram entre julho de 2022 e maio de 2023.Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal em maio.
Por Márcio Falcão, José Vianna, Vinícius Cassela e Sara Resende, TV Globo e g1 — Brasília.
O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, movimentou R$ 3,7 milhões no período entre julho de 2022 e maio de 2023, de acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo o jornal “O Globo”, primeiro a publicar a informação, o Coaf avalia a movimentação como “incompatível” com o patrimônio de Cid. A TV Globo também teve acesso ao relatório. A função do Coaf é fiscalizar movimentações financeiras em busca de indícios de irregularidades.
Cid está preso desde maio. Ele foi detido em operação da Polícia Federal que investiga adulteração nos cartões de vacina de Bolsonaro e pessoas próximas. A suspeita da PF é que um esquema, do qual Cid fez parte, adulterou os cartões para beneficiar Bolsonaro.
De acordo com o relatório do Coaf, em 10 meses a movimentação financeira de Cid registrou R$ 2,11 milhões em débitos e R$ 1,63 milhão em créditos.
Como militar do Exército, o salário bruto de Cid é de R$ 26.239.
“Movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente”, afirmou o Coaf.
