Deputado do Tocantins compra carro com verba de gabinete da Câmara

AF Notícias | Direto ao Ponto | Vicentinho Júnior é alvo de queixa-crime no  Supremo Tribunal Federal; ministra expede intimação

Presidente do PP de Tocantins, o deputado federal Vicentinho Junior usou dinheiro público para comprar um carro avaliado em R$ 100 mil e dar o veículo de presente para a irmã.⁣

A compra foi feita com o uso de cota parlamentar. Por regra, a verba bancada pela Câmara serve para custear despesas relativas ao mandato dos deputados, como aluguel de escritório, veículo, passagens aéreas, alimentação e combustível, por exemplo. No caso de Vicentinho Junior, o político destinou o dinheiro para alugar o carro e, em seguida, usou uma cláusula do contrato feito com a locadora para adquirir o mesmo veículo, o que contraria regras internas da própria Casa.⁣

Devido à compra do automóvel com dinheiro público, o Ministério Público Federal (MPF) investiga Vicentinho Junior por improbidade administrativa. O caso chegou ao órgão sob sigilo em maio do ano passado, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

O Estadão teve acesso com exclusividade a detalhes da investigação. O 10º artigo do Ato da Mesa 43/2009 da Câmara, que instituiu a cota parlamentar, proíbe que os contratos de locação de automóveis contenham dispositivos que permitam a aquisição do bem, assim como foi feito por Vicentinho Júnior. ⁣

A Vip Service negou ter conhecimento do uso de cota parlamentar por Vicentinho Junior para alugar e comprar o carro. Ao MPF, a empresa confirmou ter sido procurada pelo deputado para adquirir o Corolla. Procurado pelo #Estadão, o deputado disse que sempre se pautou pela transparência. “Se houve equívoco em qualquer interpretação, será corrigida”, alegou. A reportagem também tentou contato com a irmã de Vicentinho, mas não houve resposta. Leia a reportagem completa no #LinkDaBio (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Do Estadão.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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