A extrema direita na presidência e relatoria da CPI: Zucco e Ricardo Salles.
A CPI foi claramente instalada para desviar o foco da série de escândalos do governo do Inelegível, os quais ilustram até os jornais de Oposição, todos os dias.
A oposição ao governo Lula perdeu oito cadeiras na CPI do MST nesta quarta-feira (9), graças a uma mãozinha do Centrão. A mudança, informa o Estadão, foi articulada pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e levou o comando da comissão a anunciar que desistiu de pedir a prorrogação dos trabalhos.
Após a intervenção do governo, deixaram a CPI Diego Garcia (PR) e Messias Donato (ES), do Republicanos, e Alfredo Gaspar (AL) e Nicoletti (RR), do União Brasil. Do PP, saíram Ana Paula Leão (MG) e Clarissa Tércio (PE). Do PL, saem Magda Mofatto (GO) e Coronel Meira (PE), que ocupavam vagas cedidas por Patriota e PP, respectivamente.
José Guimarães explicou assim as mudanças: “Fizemos o que tinha que ser feito para impedir a barbárie”. O governo Lula, responsabilizado pelo comando da CPI pelas invasões do MST realizadas neste ano, após a posse do presidente, vinha se desgastando semanalmente com os golpes desferidos pela CPI. O governo tinha até agora a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) como principal anteparo contra os ataques da oposição, além da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR).
O relator da comissão, Ricardo Salles (PL-SP), jogou a toalha:
“Nós não vamos pedir prorrogação. Não faz sentido alongar uma CPI cuja maioria dos membros é o governo ligado umbilicalmente ao MST”, comentou. Segundo ele, “claramente há uma movimentação dos partidos que querem ser governo para consolidar apoio e formar bases que o centrão sempre negociou”.
Os 120 dias regimentais da CPI do MST acabam no dia 14 de setembro. Ela poderia ser prorrogada por mais 60 dias.
Do Antagonista, editada.
