Carne chega ao menor preço em 4 anos. Perspectivas de futuro são boas para o consumidor.

Preço da carne no atacado caiu mais de 7% desde início do governo petista.

Os dados da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA Esalq/USP indicam que a carne bovina chegou ao seu menor preço dos últimos 4 anos neste agosto de 2023, após oito meses do governo Lula. As informações são do portal MoneyTimes.

Desde janeiro de 2023, a carne acumula uma queda de quase 8%, e está 11% mais barata em comparação com agosto do ano passado.

O estudo tem como base a carcaça casada, que junta o traseiro, o dianteiro e a ponta de agulha. Atualmente, o preço do quilo está em 16,50, valor mais baixo desde setembro de 2019, quando a medida era negociada por 15,93.

Ainda de acordo com os dados do CEPEA, a pressão tem se dado por conta da redução nos cortes nobres da carne, concentrados no traseiro do boi, como a picanha, o filé mignon, o contra filé, a alcatra, a fraldinha e a maminha.

A queda nos valores tem a ver com fatores econômicos, como a qualidade da safra da soja e do milho, que reduziram os valores de produtos básicos  e baratearam o preço de produção da carne, o que auxilia a vida do brasileiro.

Além disso, medidas do governo como a redução do preço dos combustíveis e a aprovação do marco fiscal devem colaborar para a redução da inflação e a estabilidade econômica que garantem o acesso dos brasileiros à tão sonhada picanha do fim-de-semana.

A chamada segunda safra da carne, entre setembro e outubro, quando os grandes confinadores são obrigados a desovar seus estoques, pode significar novas baixas do produto.

Segundo a Scot Consultoria, especializada no mercado e cotações do boi, os preços estão despencando e o fundo do poço ainda não apareceu.

Em São Paulo, nesta quarta-feira, puxadas pelo baixo escoamento de carne nas prateleiras, escalas de abate confortáveis e parte das indústrias frigoríficas fora das compras, as cotações do “boi China”, do boi destinado ao mercado interno e da novilha gorda caíram R$10,00/@, R$5,00/@ e R$4,00/@, respectivamente, na comparação diária.

A costela gorda volta ao cardápio de sulistas de todas as querências.

O Brasil ainda é um dos principais consumidores de carne do mundo, em média são consumidos 24,6kg per capita num período de um ano. Ficando abaixo apenas da Argentina, 36,9 kp por pessoa e dos Estados Unidos 26,1kg/per capita. A perspectiva é aumentar o consumo brasileiro nos próximos meses.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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