PF diz que Mauro Cid enviou dinheiro aos EUA quando já estava preso

Moraes quebra sigilo de assessor de Bolsonaro por transações suspeitas

Tenente-coronel foi preso no dia 3 de maio e a movimentação bancária aconteceu no final de julho. Prisão com acesso a celulares, internet e meios de pagamento é a primeira que se vê.

A Polícia Federal descobriu que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, realizou uma transação no dia 25 de julho, quando já estava preso, no valor de US$ 34.391 (R$ 161.664) que saiu de uma conta no banco Wells Fargo Bank, dos EUA, para sua conta no Brasil, segundo a CNN.

Anteriormente, no dia 12 de janeiro, R$ 367.374,56 foram transferidos para uma conta que também pertence ao tenente-coronel nos Estados Unidos, no banco BB Americas.

A conversão, considerando a taxa de câmbio de R$ 5,21, resultou em US$ 70.500. A movimentação aconteceu quatro dias após os ataques de 8 de janeiro, relata a mídia.

Em investigações em diferentes inquéritos, o caso mais recente aponta que Cid integrou um esquema de venda de presentes de luxo, dados ao governo brasileiro quando Jair Bolsonaro era presidente da República.

Neste sábado (26), o ex-presidente, Jair Bolsonaro, disse que não há irregularidade nas doações via PIX feitas por seus apoiadores nos últimos meses.

Duas visitas a PF esta semana.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) irá depor na Polícia Federal nesta semana por duas vezes no mesmo dia. A oitiva está marcada para a próxima quinta-feira (31). Ele prestará esclarecimentos nos casos das joias sauditas e também no atos golpistas.

Bolsonaro terá que se explicar sobre a venda das joias e relógios recebidos pela Presidência nos Estados Unidos. A segunda investigação é referente ao caso que apura o grupo de empresários suspeitos de planejar um golpe de Estado no WhatsApp.

No caso das joias, os principais envolvidos vão depor simultaneamente: Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Mauro Lourena Cid e o advogado Frederick Wassef.

Bolsonaro já foi ouvido pela PF sobre incitação ao crime na pandemia de covid-19, que o Ministério da Saúde pode levar anos para reparar o estrago dos baixos índices de vacinação no país.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário