Em outro trecho, o texto afirma que esse modelo de incentivos cria “ilhas de riqueza” em detrimento do não-cumprimento da Constituição Federal, a fim de garantir direito à alimentação a toda população.
Segundo Woortmann, a lista de áreas e atividades que poderiam receber os recursos hoje destinados à soja é “infinita”, incluindo a produção de arroz e feijão, o que melhoraria a segurança alimentar, a criação de um novo processo de industrialização no país ou o fomento à educação.
“Temos uma situação emergencial de desenvolvimento do país, e isso vai depender da reforma tributária. Onde o país vai colocar o seu dinheiro, que está mais escasso? Não é possível que não sobrem recursos para setores que precisam”, destacou.
Apesar de não conhecer o estudo em detalhes, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa as tradings agrícolas, disse que “as desonerações apontadas são horizontais para todo o setor agropecuário e para a indústria de processamento de produtos agropecuários, sem nenhuma exclusividade ou direcionamento para a soja e seus derivados”. A Globo Rural procurou a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que não quis comentar.