PF apreende US$ 170 mil em dinheiro com diretor afastado da Abin.

 PF apreende US$ 170 mil em dinheiro com diretor afastado da Abin; veja foto

Ele é um dos alvos da investigação sobre uso irregular de um sistema secreto de monitoramento de geolocalização de celulares durante o governo de Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal encontrou US$ 171 mil em espécie durante busca e apreensão na casa do secretário de planejamento de gestão da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Maurício Fortunato. Ele é o atual 03 da agência.

Ele é um dos alvos da investigação sobre uso irregular de um sistema secreto de monitoramento de geolocalização de celulares durante o governo de Jair Bolsonaro.

Fortunato Pinto foi afastado das funções pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele atuou durante o governo de Bolsonaro como diretor de Operações de Inteligência da agência -área responsável por adquirir e manusear o software cujo uso é investigado.

O dirigente afastado foi nomeado como secretário de Planejamento e Gestão, o terceiro cargo mais alto na estrutura da Abin, pelo atual chefe da agência, Luiz Fernando Corrêa, quando ainda não era investigado.

De acordo com o currículo divulgado no site da Abin, Fortunado Pinto é formado em Ciências Econômicas e dentro da área de inteligência tem experiência em contrainteligência, contraterrorismo e análise do crime Organizado transnacional.

Além de ocupar o Departamento de Operações de Inteligência na gestão Bolsonaro, ele já foi diretor do Departamento de Contrainteligência e diretor interino do Departamento de Inteligência Estratégica.

Ele também foi representante da Abin no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e no Conad (Conselho Nacional Antidrogas) e adido de Inteligência na Embaixada do Brasil na Argentina no período de 2010 a 2011.

Ainda segundo os dados da agência, ele foi coordenador da Abin em eventos como Rio+20, Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas e Paralimpíadas Rio.

Da Folhapress.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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