Randolfe afirma que não aprovar reforma tributária é ser contra o País.

“Talvez não seja a reforma perfeita, mas é luz diante do caos tributário que nos torna o 7º pior sistema do mundo”, avaliou

Líder do governo no Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), afirmou nesta terça-feira (7) que a reforma tributária, patrocinada pelo governo Lula (PT) neste momento, não é uma agenda do Palácio do Planalto, e sim do país. Ele destacou o “caos” tributário que impera no Brasil e afirmou que o apoio de setores da oposição ao texto demonstra a necessidade de aprová-lo.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vota nesta manhã o texto do relator, Eduardo Braga (MDB-AM), sobre a reforma. “Temos confiança que aprovaremos nesta semana a reforma tributária. A ideia é concluir o debate na Comissão de Constituição e Justiça do Senado ainda no dia de hoje e ainda no dia de hoje tentar, no mínimo, votar o calendário especial no plenário do Senado para entre hoje e amanhã iniciarmos a apreciação do texto do senador Eduardo Braga sobre a reforma tributária”.

“É necessário para o Brasil. Essa proposta não é uma proposta de governo ou oposição. É uma proposta que para você ter ideia foi levantada pela primeira vez no colégio eleitoral em 1985, pelo então presidente Ulysses Guimarães. Temos então 38 anos de debate sobre isso. Todos os governos da redemocratização defenderam essa proposta de reforma tributária. Chega a ser incoerente para qualquer um ser contra ela, porque é ser contra o país. É uma proposta moderna. O país hoje tem o 7º pior sistema tributário do mundo. Nós vamos trazer nesta proposta, de forma inédita, o Imposto sobre Valor Agregado, iremos simplificar os tributos”, disse o parlamentar à GloboNews.

Ele também avalia: “É óbvio que talvez não seja a reforma tributária perfeita, mas é luz diante do caos tributário que nos torna o 7º pior sistema tributário do mundo.”

E ratifica sua posição:

“A própria reforma tributária admite isso. As exceções aqui apreciadas, a cada cinco anos, cada novo governo do Brasil vai ter a oportunidade de fazer a apreciação dessas exceções para analisar se elas continuam ou não no sistema tributário brasileiro. Então é uma proposta que não é de governo, é do Brasil”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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