
Um Airbus da Latam que havia decolado do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, esteve muito perto de um grave acidente na manhã desta terça-feira.
O avião seguia para São José do Rio Preto, no interior paulista. Só que, equivocadamente, os pilotos quase pousaram na pista errada, na cidade de Catanduva.
Se o pouso não tivesse sido abortado a tempo, as chances de ocorrer uma tragédia estavam dadas.
Isso porque a pista de Catanduva, curta e estreita, é imprópria para o pouso de jatos do tamanho do Airbus A320 que operava o voo da Latam.
Os pilotos já estavam em procedimento avançado de aterrissagem quando a torre de controle os alertou, dizendo que o aeroporto que eles estavam vendo a partir da cabine e do qual estavam se aproximando era o de Catanduva, e não o de São José do Rio Preto.
“O senhor está visual com Catanduva”, avisou o controlador ao comandante da aeronave (ouça abaixo o áudio da comunicação via rádio entre a torre e a cabine do avião).
O Airbus se aproximava da pista rapidamente e estava a cerca de 300 metros do chão quando o piloto viu o erro e decidiu arremeter.
Especialistas em aviação ouvidos pela coluna dizem que, se a aeronave tivesse pousado em Catanduva, as chances de acidente seriam enormes.
A pista do aeroporto de Catanduva tem 935 metros de comprimento, tamanho menor que o recomendado para aeronaves do tipo.
O risco maior, porém, estaria na largura, de apenas 20 metros.
A largura de pista recomendada no manual do A320 é de 45 metros – o documento estabelece 30 metros como o mínimo necessário.
Do Metrópoles, editado.
Autor: jornaloexpresso
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril Ver todos posts por jornaloexpresso
