
Filósofo, poeta e líder quilombola, Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nêgo Bispo, morreu aos 63 anos, vítima de parada cardíaca, no Piauí. A morte do filósofo aconteceu no domingo (3).
Nêgo Bispo ficou conhecido por propor o conceito de contra-colonialismo, uma atitude de reforçar a cultura, práticas, organização social, contra os esforços de imposição dos colonizadores. O quilombola escreveu artigos e livros sobre a história de luta do povo negro. Para o filósofo, a contra-colonização seria o “antídoto” contra a colonização, que definia como “veneno”.
Murilo Alvesso para Agência Brasil.
O ativista político atuou em movimentos sociais e em organizações de defesa de quilombolas, como a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí (CECOQ/PI) e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas.
Nas redes sociais, o ministros da Igualdade Racial, Direitos Humanos e da Cidadania e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Anielle Franco, Silvio Almeida e Wellington Dias, respectivamente, lamentaram a morte do líder quilombola.
“Ontem fomos dormir com a dolorosa notícia da morte de Nêgo Bispo, um dos maiores intelectuais e pensadores do Brasil. Sua sabedoria ancestral e quilombola estará pra sempre conosco. Lamento muito a dor da família e dos mais próximos e garanto que todos os ensinamentos seguirão como legado. Descanse em paz!”, escreveu Anielle.
Silvio Almeida: “Lamentamos imensamente a morte de Antônio Bispo dos Santos, o Nego Bispo. Este importante pensador brasileiro e ativista quilombola deixa um legado inesquecível para a cultura nacional.”
Wellington Dias: Hoje o movimento Quilombola, o Piauí e o Brasil perdeu uma voz que ecoou em nossos corações e nos ensinou muito. Nêgo Bispo foi e sempre será um mestre que, como ninguém, falou sobre reparação histórica, respeito às lutas e sobre o direito de viver dignamente”.
Autor: jornaloexpresso
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
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