Uma Sala Penal de La Paz confirmou então essa resolução.
Naquela ocasião, o juiz explicou que as provas apresentadas e fornecidas no julgamento oral foram suficientes para que os membros do Tribunal tivessem “plena convicção” sobre a participação e responsabilidade penal da ex-mandatária de fato.
Áñez assumiu o poder em 12 de novembro de 2019, após a renúncia forçada do presidente Evo Morales, provocada por violentos protestos liderados pelo então presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho (atualmente detido preventivamente na prisão de segurança máxima de Chonchocoro, em La Paz).
Um motim policial e a “sugestão” dos militares para que o ex-presidente renunciasse foram fatores decisivos nesse desfecho.
A partir do cargo de segunda vice-presidenta do Senado, Áñez se autonomeou sua titular, superando a maioria da bancada do Movimento ao Socialismo, e a partir daí se tornou chefe de Estado diante de uma Assembleia Legislativa que não tinha o quórum exigido.
Luis Guillén, advogado de Áñez, anunciou que, após esgotar sem sucesso as instâncias judiciais bolivianas, recorrerá à Corte Interamericana de Direitos Humanos.