Navios de guerra do Reino Unido e dos EUA repelem o “maior ataque” dos Houthis no Mar Vermelho até hoje. Rebeldes do Iêmen teriam lançado 18 drones de ataque unidirecionais e três mísseis antinavio na rota comercial, segundo os militares dos EUA.
Um destróier britânico operando no Mar Vermelho ao lado de navios de guerra dos EUA repeliu o que o Secretário de Defesa do Reino Unido, Grant Shapps, descreveu nesta quarta-feira (10) como o “maior ataque” realizado na região pelos rebeldes Houthis do Iêmen, informou a agência Sputnik.
“Durante a noite, o HMS DIAMOND, juntamente com navios de guerra dos EUA, repeliu com sucesso o maior ataque dos Houthis apoiados pelo Irã no Mar Vermelho até hoje. Utilizando mísseis Sea Viper e armas, o DIAMOND destruiu vários drones de ataque que se dirigiam para ele e para o transporte comercial na área”, disse ele.
Nem o navio britânico nem sua tripulação sofreram danos ou ferimentos, acrescentou Shapps. Ele condenou os “ataques ilegais” contra o transporte comercial na via navegável crucial e ameaçou os rebeldes iemenitas com consequências.
O Comando Central dos EUA disse durante a noite que o grupo naval, que incluía o porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower, abateu um ataque de 18 drones de ataque unidirecionais e três mísseis antinavio disparados pelos Houthis no sul do Mar Vermelho. Estima-se que 26 ataques em rotas comerciais de navegação tenham sido registrados na região até hoje.

A situação atual no Mar Vermelho representa um desafio significativo para o setor de comércio exterior. Os recentes ataques com mísseis por rebeldes Houthi contra navios de contêineres, incluindo o incêndio em um navio da Hapag-Lloyd, sinalizam um aumento nas ameaças à segurança marítima. Como resposta, a Maersk, líder em transporte marítimo, suspendeu a passagem de seus navios pelo Estreito de Bab al-Mandab, uma rota essencial para o Canal de Suez.
Essa decisão afeta diretamente as operações de comércio exterior, já que o Estreito de Bab al-Mandab é uma via marítima vital que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico. Com o aumento da tensão na região, há um impacto imediato nas rotas de navegação e nos prazos de entrega, afetando a eficiência e a segurança do transporte de mercadorias.
A alternativa de contornar o Cabo da Boa Esperança acrescenta até 10 dias ao tempo de viagem dos navios, o que pode resultar em atrasos significativos e aumento dos custos de transporte. Esta situação não apenas eleva os riscos operacionais, mas também implica em reconsiderações estratégicas por parte das empresas de frete e comércio exterior.
A UK Maritime Trade Operations (UKMTO) está monitorando a situação e emitiu um alerta para que os navios que estejam próximos da área naveguem com precaução.
O deve estar atento a estes desenvolvimentos, ajustando suas estratégias e planos de logística conforme necessário para mitigar os riscos associados a estas instabilidades.
Dos sites Brasil247 e Pluscargo, editado.


