O mundo está voltando à era das grandes navegações

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Com o Mar Vermelho e o Canal de Suez sob ataque de guerrilheiros e o Canal do Panamá com uma fila enorme de navios, à espera da passagem mais lenta em função do fluxo d’água menor nas comportas, o transporte marítimo está redescobrindo o Cabo das Tormentas, no Sul da África, e o Estreito de Magalhães e seus mares de humor variável (600 km de travessia).

Ao menos 822 navios, cerca de um terço da capacidade global de transporte, estão em risco de serem potencialmente afetados pelos ataques que têm acontecido no Mar Vermelho, segundo dados divulgados nesta semana pela empresa Drewry Shipping Consultants.

Os donos de navios  chegam a pagar US$ 4 milhões para furar fila no Canal do Panamá. O preço é determinado por leilões. 

Mapa da rota marítima alternativa evitando o Mar Vermelho

Dizem que a solução para o transporte marítimo são canais no Ártico, mas apenas durante o verão. Os modernos navios nucleares quebra-gelo da Rússia estão com muito trabalho, salvando embarcações que foram detidas nas áreas periféricas da calota polar.

As profecias estão se realizando e temo que o futuro da humanidade sejam tangas de pele animal, lofts em cavernas e lanças com ponta de osso afiada.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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