STF abre inquérito contra Moro por suposta delação com coação, chantagem, constrangimento e ORCRIM.

Jota Camelo

Pedidos partiram da PF e da PGR – Dias Toffoli determinou a abertura de inquérito na Corte contra o senador e ex-juiz, além de procuradores que atuaram num acordo de delação premiada considerado o “embrião” da Lava Jato.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli determinou a abertura de inquérito na Corte contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), bem como procuradores que atuaram com ele na Lava Jato, em um caso relatado pelo ex-deputado estadual paranaense, Tony Garcia, que firmou acordo de delação premiada.

Os pedidos partiram da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo investigadores, é preciso apurar se não houve o suposto cometimento de crimes de concussão, fraude processual, coação, organização criminosa e lavagem de capitais. Para a PF, há indícios de que “a colaboração premiada foi desvirtuada de forma a funcionar como instrumento de chantagem e de manipulação probatória“.

Extrai-se do relato que o acordo de colaboração foi utilizado como instrumento de constrangimento ilegal“, subscreve a PGR em documento obtido pelo ‘blog de Daniele Lima, no ‘g1‘.

O trato previa que ele funcionasse como uma espécie de grampo ambulante para obter provas contra integrantes do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas do Estado, entre outras autoridades com foro de prerrogativa de função que estavam fora da alçada da Justiça Federal.

Todo o acerto consta dos autos que permaneceram por quase duas décadas sob o mais absoluto sigilo na 13ª vara de Curitiba. Eles só chegaram ao STF quando o juiz Eduardo Appio, hoje afastado da vara, teve conhecimento de seu conteúdo. Gravações mostram que o próprio Moro telefonava ao seu réu dando instruções sobre o processo.

Com a remessa do caso ao Supremo, a Polícia Federal e a PGR foram consultadas. Tony Garcia foi ouvido por três vezes pelos policiais em audiências por videoconferência no STF. Ele também repassou todos os autos do processo à PF.

Tanto a PF quanto a PGR pediram nominalmente a inclusão de Moro, sua mulher, Rosângela Moro, e procuradores que atuaram no acordo de Tony e na Lava Jato como investigados.

Toffoli autorizou a abertura do inquérito e de diligências pedidas pela PGR no dia 19 de dezembro. A decisão está sob sigilo.

Tudo que o ex-juiz desejava, estar na Suprema Corte, agora se cumpre. Para isso prendeu Lula da Silva e grampeou Dilma Rousseff, influenciando nas eleições de 2018 e ajudando a eleger, em conluio com a grande imprensa e militares, o Inominável.

A nota trágica é que não estará no STF como ministro, mas como réu.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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