Tic tac: Ronnie Lessa vai delatar sobre a morte de Marielle.

Caso Marielle: Ronnie Lessa fecha acordo de delação

Preso sob acusação de ter executado a Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em março de 2018, o ex-policial militar Ronnie Lessa poderá ajudar as autoridades a chegar a mandante do crime.

De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, fontes ligadas às investigações revelaram que ele firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) e já começou a trazer informações sobre o caso.

Conforme a publicação, após a delação do também ex-PM Élcio Queiroz, que dirigiu o carro usado no crime, Ronnie Lessa era peça central para preencher lacunas da investigação. A colaboração, entretanto, ainda precisa ser homologada no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O jornalista Luís Nassif comenta, no vídeo abaixo, sobre o episódio do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, onde Ronnie Lessa era vizinho de porta de Jair Messias Bolsonaro. Lessa era dos quadros do Escritório do Crime, onde outro miliciano, o ex-capitão do BOPE, Adriano Magalhães da Nóbrega, chegou a ser investigado, fugiu para a Bahia e aqui teve seus arquivos devidamente incinerados.

Nóbrega foi contemplado com esquemas de rachadinhas no escritório do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro. Nóbrega, chefe de Lessa, chegou a ser condecorado na Assembleia do Rio de Janeiro por iniciativa de Flávio.

Ronnie Lessa deve ter sido abandonado pela “famiglia” Bolsonaro, como todos os outros colaboradores mais chegados. Agora está encarregado de fazer a cama dos mafiosos da Barra.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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