Professor da UFSB relata resultados positivos em teste feito por pessoas de uma unidade prisional

O docente Felipe de Paula realizou um teste de arte e comunicação na sociedade em uma turma parcialmente composta por pessoas em privação de liberdade e o resultado foi impressionante.

Após propor um texto livre sobre seu conteúdo ministrado, Felipe de Paula, professor da UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia), deixou seu relato sobre o teste que envolvia uma questão motivadora, “como a presença da arte e da comunicação na sociedade contemporânea influencia nossos valores”.

Na dinâmica remota e com consulta, metade da turma era composta por pessoas em privação de liberdade da unidade prisional de Itabuna e na hora de corrigir, o professor obteve um resultado que relatou surpreendente.

“O resultado da turma foi excelente, principalmente das pessoas da unidade prisional, os textos bem elaborados e escritos com muita profundidade e reflexão, um espaço até de desabafo, de demonstrar emoção, afetividade e uma preocupação com a relação que as pessoas estabelecem nessa modernidade que esfria tanto as pessoas em uma realidade mais distanciada pelas mídias”, explicou o professor.

Eduardo Fialho, presidente do SEMPRE – Sindicato Nacional das Empresas Especializadas na Prestação de Serviços em Presídios e em Unidades Socioeducativas, conta que, “o processo de ressocialização é um caminho crucial para interromper o ciclo de violência criminal. Nas unidades prisionais administradas em regime de cogestão existem exemplos de recuperação, formação e reinserção efetiva dessas pessoas na sociedade, e esses resultados podem e devem ser ampliados.”.

A educação é uma oportunidade de traçar uma nova trajetória, que possibilita o desenvolvimento, crescimento e a manifestação da intelectualidade, de opiniões e ideias, trazendo uma nova forma de enxergar o mundo.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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