
Para as próximas semanas, analistas projetam preços de estáveis a positivos no mercado doméstico. No Oeste baiano, onde a saca de milho chegou a ser vendida a R$73,00 há menos de um mês, os preços caíram para R$67,50, enquanto o mercado de futuros indica R$64,00 para março.
Camilo Motter – Especial para Rural News, editado por O Expresso
Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago iniciaram esta quarta-feira, 25/01, estáveis, a U$ 4,52/março. Ontem, mercado fechou com 5 cents positivos, depois de trabalhar no campo negativo em alguns instantes. Na BMF, a posição março opera em R$ 67,00 (+0,2%) e maio, em R$ 66,70 (+0,45%).
Com as atenções voltadas para a América do Sul, o mercado internacional vem ganhando suporte postado na perspectiva de redução de área de milho safrinha no Brasil. Além disto, as projeções de clima mais seco para a Argentina e a melhora nas cotações internacionais do trigo ajudam a compor um ambiente mais otimista para os preços.
Para as próximas semanas, analistas projetam preços de estáveis a positivos no mercado doméstico. Ou seja, com as recentes pressões, as indicações de compra teriam encontrado um piso para este momento. O suporte é baseado nas incertezas sobre a safrinha, que deve sofrer com a redução de área e plantio mais tardio, num ano marcado por irregularidades climáticas.
As exportações estão previstas em forte queda – segundo a Conab, devem cair de 56,0MT desta última temporada para 35,0MT. A perda de espaço no mercado internacional é consequência da menor produção e não de menos interesse dos importadores. Em paralelo, o mercado interno conta com aumento do consumo, que deve chegar a 84,5MT, alta de 7%. Ou seja, está aberta a possibilidade de uma disputa mais acirrada pelo produto disponível, o que será positivo para os preços.
No oeste do Paraná, indicações de compra na faixa entre R$ 54,00/56,00 – dependendo de prazos de pagamento e localização do lote.
Autor: jornaloexpresso
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
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