Começa o processo de enfraquecimento do fenômeno El Niño

É altamente provável que o pico do evento de El Niño de 2023-2024 já tenha sido alcançado. Pacífico pode passar à neutralidade no outono.

O processo de enfraquecimento do fenômeno El Niño de 2023-2024 começou. Análise dos dados semanais de anomalia de temperatura da superfície do mar combinados com projeções de modelos numéricos indica com alto grau de probabilidade que o pico do evento do fenômeno já foi alcançado e que a partir de agora a tendência é de gradual decaimento.

O último boletim semanal sobre o estado do Pacífico da agência climática dos Estados Unidos, publicado nesta segunda-feira, indicou que a anomalia de temperatura da superfície do mar era de 1,7ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Centro-Leste.

Fevereiro

Foi divulgado nesta terça-feira (30, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão meteorológica par ao mês de fevereiro. Na segunda-feira (29), o órgão já havia divulgado a previsão para as próximas duas semanas.

De acordo com o prognóstico, a tendência é de chuva abaixo da média em parte da Região Norte e em áreas da Região Sul e dos estados de Mato Grosso e Goiás, conforme indicado nos tons em amarelo e laranja no primeiro mapa abaixo.

Já em grande parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do País, além de áreas do Pará, Amapá, Tocantins e Paraná, a previsão indica total de chuva dentro ou ligeiramente acima da média, representado pelos tons em azul claro no mesmo mapa.

Considerando o prognóstico climático do Inmet para fevereiro de 2024 e seu possível impacto na safra de grãos 2023/24 para as diferentes regiões produtoras, é possível observar que áreas na região do Matopiba, região que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia apresentaram aumento na umidade do solo devido ao retorno das chuvas mais regulares nos meses de dezembro/2023 e janeiro/2024, possibilitando o avanço da semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

Para fevereiro de 2024, a previsão de chuva acima da média irá contribuir para a manutenção da umidade no solo e o desenvolvimento das lavouras de primeira safra. O mesmo cenário é previsto para o Brasil Central.

Já na Região Sul, os volumes de chuva previstos acima da média para o mês de fevereiro tendem a manter os níveis de água no solo elevados, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, além da semeadura e colheita de parte das lavouras. Entretanto, em áreas onde a previsão indica chuvas próximas ou ligeiramente abaixo da média, podem afetar o desenvolvimento dos cultivos em estágios fenológicos de maior necessidade hídrica.

Temperatura

As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o país, como está indicado nas cores amarelo e laranja no segundo mapa, com valores acima de 25ºC. Porém, em áreas do Amazonas, Pará, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Matopiba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, a temperatura média poderá chegar aos 30ºC.

Já no centro-sul do Rio Grande do Sul e no sul mineiro, são previstas temperaturas próximas à média, indicado no mapa na cor cinza. No sul do Espírito Santo, leste de Santa Catarina e Rio de Janeiro, a previsão indica temperaturas ligeiramente abaixo da média, conforme tons na cor azul do mapa.

Chuvas no Sudeste

O Inmet também informou que deve chover forte em partes da Região Sudeste a partir desta quarta-feira (31). A previsão indica que fortes temporais devem atingir o Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais, incluindo as regiões Sul, Oeste, Zona da Mata e Triângulo Mineiro, e de São Paulo, no Norte, Leste, Alto Paranapanema e Vale do Ribeira.

Na Bahia, após dez dias com chuvas intensas, o tempo deve voltar a ficar firme a novas chuvas devem chegar por volta do início da segunda semana do mês.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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