As decisões foram tomadas visando evitar associações com possíveis manifestações de cunho golpista que possam ocorrer durante o evento
Oeste Global | Luís Carlos Nunes
O empresário e pastor Silas Malafaia e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, retiraram o apoio financeiro ao ato convocado por Jair Bolsonaro para o dia 25 de fevereiro na avenia Paulista. A decisão foi tomada visando evitar associações com possíveis manifestações de cunho golpista que possam ocorrer durante o evento.
Valdemar Costa Neto, líder do PL, proibiu diretórios do partido em todo o país de utilizar recursos partidários para financiar as caravanas bolsonaristas em direção ao ato marcado por Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, conforme relato da Rádio Itatiaia nesta sexta-feira (16). Essa medida foi adotada devido ao receio de que a participação do partido em um evento controverso possa prejudicar sua imagem, considerando que o PL é o mesmo partido do presidente.
Por sua vez, Silas Malafaia anunciou que não utilizará mais os fundos da Associação Vitória em Cristo para custear o evento em apoio a Bolsonaro. Após críticas e pressão nas redes sociais sobre a origem dos recursos, Malafaia decidiu arcar com as despesas do próprio bolso, buscando encerrar a polêmica online.
Em entrevista exclusiva à coluna, Malafaia explicou que a decisão foi motivada pela repercussão negativa nas redes sociais e destacou que sua intenção não era legal, mas moral. Ele enfatizou que a Associação Vitória em Cristo, mantida por doações de fiéis e isenta de pagar o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), destina seus recursos a programas religiosos e obras sociais, e não a eventos políticos.
Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que a associação enfrenta questões fiscais, tendo sido condenada em 2019 a pagar uma multa milionária referente a tributos de 2010, devido a infrações relacionadas à remuneração de dirigentes e à destinação dos recursos.
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