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Do Brasil247
Na Superterça, Joe Biden e Donald Trump confirmaram o favoritismo e venceram praticamente todas as primárias.
Na Superterça, Joe Biden e Donald Trump confirmaram o favoritismo e venceram praticamente todas as primárias realizadas em 16 estados diferentes nos EUA. Antes mesmo do fim da votação na Califórnia e Alasca, Trump discursou em Palm Beach, na Flórida, e agradeceu aos apoiadores pela “noite incrível”, aproveitando a ocasião para classificar Biden como “o pior presidente da história”.
“Nós assistimos o país numa grande batalha nos últimos três anos, e ninguém pensou que algo assim seria possível. Não tínhamos a Rússia atacando a Ucrânia, não tínhamos Israel sendo atacado, afirmou o republicano. “Ele [Joe Biden] é o pior presidente da História do nosso país”, acrescentou.
Trump conquistou os votos republicanos em uma dúzia de estados – incluindo a Califórnia e o Texas, ricos em delegados -, deixando de lado a ex-embaixadora da ONU Nikki Haley, sua única rival remanescente, que não tem mais um caminho viável para a indicação. Sua única vitória da noite até agora veio em Vermont, projetou a Edison Research.
Depois de um desempenho de comando em 15 estados onde mais de um terço dos delegados republicanos estavam em disputa na Superterça, Trump praticamente conseguiu a sua terceira nomeação presidencial consecutiva, apesar de enfrentar uma litania de acusações criminais.
Esperava-se que Biden vencesse as disputas democratas, embora uma votação de protesto em Minnesota, organizada por ativistas que se opõem ao seu forte apoio a Israel, tenha atraído resultados inesperadamente fortes.
A votação “não comprometida” em Minnesota foi de quase 20%, com mais da metade dos votos estimados contados, de acordo com Edison, superior até aos 13% que um esforço semelhante em Michigan atraiu na semana passada. Mesmo assim, Biden venceu em Minnesota e em outros 14 estados, incluindo uma votação por correspondência em Iowa, que terminou na terça-feira.
Maioria dos estadunidenses defende fim do envio de armas a Israel, aponta pesquisa
Proporção é ainda maior entre os eleitores de Joe Biden, que pode ser derrotado pela cumplicidade com o genocídio.
Uma pesquisa realizada pela YouGov, comissionada pelo Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR), revelou que a maioria da opinião pública nos Estados Unidos defende o fim do envio de armas para Israel. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados concordam que o governo dos EUA deveria interromper os envios de armas para Israel até que o país cesse seus ataques em Gaza. Esse resultado reflete uma divisão partidária marcante, com 62% dos eleitores que votaram no presidente Biden em 2020 apoiando a interrupção dos envios de armas, enquanto apenas 14% discordam. Por outro lado, entre os eleitores de Trump, apenas 30% apoiam a interrupção dos envios de armas, enquanto a maioria (55%) se opõe.
O levantamento, conduzido entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março de 2024, abordou uma amostra representativa de 1.000 adultos com uma margem de erro de +/- 3,5%. Essa pesquisa vai além de outros estudos recentes que demonstram o apoio à cessação de hostilidades em Gaza, ao questionar especificamente sobre a interrupção dos envios de armas dos EUA para Israel. Mark Weisbrot, economista e co-diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, destacou que o apoio a essa medida tem ganhado força, especialmente diante do aumento do número de mortes em Gaza, com mais de 30.000 pessoas mortas, a maioria mulheres e crianças.
A recente declaração de Josep Borrell, principal autoridade da União Europeia em política externa, também ecoa o sentimento expresso na pesquisa. Borrell sugeriu que os Estados Unidos têm o poder de encerrar as mortes civis na Palestina, indicando que a redução do fornecimento de armas poderia ser uma medida eficaz nesse sentido. Esse debate reflete uma preocupação crescente não apenas com a situação em Gaza, mas também com o papel dos EUA no conflito israelo-palestino e suas ramificações geopolíticas. A pesquisa e as declarações recentes ressaltam a importância e a complexidade das relações internacionais e do debate político sobre questões sensíveis como essa. A pesquisa foi destacada pelo senador Bernie Sanders, que também defendeu o fim do envio das armas.
