Irmãos Brazão são presos, nesta manhã de domingo, suspeitos de mandar matar Marielle Franco.

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Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

Durante uma operação deflagrada na manhã deste domingo (24), a Polícia Federal prendeu os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

ImagemO delegado bandido, que tentou segurar as investigações, Rivaldo Barbosa

As prisões ocorrem após Ronnie Lessa, que efetuou os 13 disparos contra as vítimas, ter o acordo de delação premiada validado pelo STF há menos de uma semana. O caso foi encaminhado para a Suprema Corte depois que o nome do deputado federal Chiquinho Brazão, que tem foro privilegiado, apareceu na delação. Ele e o irmão, Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado do Rio, foram apontados por Ronnie Lessa como envolvidos no plano pra matar a vereadora. Na delação, o ex-PM afirmou que os mandantes integram um grupo político poderoso no Rio com vários interesses em diversos setores do Estado.

A ação, que contou com a participação da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público, foi feita na manhã deste domingo para surpreender os suspeitos. O setor de inteligência da polícia indicava que os mandantes do crime já estavam em alerta nos últimos dias, após o STF homologar a delação de Ronnie Lessa.

 Agora, os investigadores trabalham pra descobrir a motivação do crime. A motivação do crime tem a ver com a disputa territorial e a expansão da milícia no Rio de Janeiro, de acordo com o que foi dito e confirmado pelas delações durante as investigações.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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