Fazenda em Cocos, alvo de disputa.  Antigos ocupantes pedem saída de supostos milicianos.

Fazenda no Extremo Oeste baiano é alvo de disputa; antigos ocupantes pedem saída de supostos milicianosPolícia Civil da Bahia

Numa ação ousada e bem planejada, homens armados invadiram e tomaram posse de uma fazenda de 8 mil hectares no município de Cocos, no Oeste baiano, próximo à divisa com Minas Gerais. A ocorrência foi registrada em dezembro do ano passado e mesmo após três pedidos de reintegração de posse a justiça baiana ainda não se pronunciou sobre o caso.

Uma fazenda em Cocos, no Extremo Oeste baiano, tem sido alvo de disputa entre antigos ocupantes e um grupo considerado miliciano. A situação se agravou quando um administrador e a esposa dele foram obrigados a sair da propriedade, denominada São Silvestre, em dezembro do ano passado.

No inquérito em que o Bahia Notícias teve acesso, o administrador, identificado como José Eurico da Silva, contou que no dia 17 de dezembro em torno de 20 homens armados, a bordo de cinco caminhonetes, invadiram o local, afirmando que tinham um mandado de reintegração de posse. No entanto, segundo José Eurico, não havia documentos. O casal foi obrigado a sair, recolhendo apenas bens móveis.

Ao Bahia Notícias, o delegado que representa o administrador e o considerado dono da fazenda, um empresário do Espírito Santo, identificado como Maely Guilherme Botelho Coelho, disse que já fez três pedidos de reintegração de posse, mas nenhum deles foi atendido pela Comarca de Cocos.

“Nós já fizemos juntadas de documentos pedidos pelo juiz e agora vamos ver se finalmente, ele nos atende. Caso contrário, vamos apelar para o Tribunal de Justiça [TJ-BA]”, disse ao BN. A suspeita é que os ocupantes da fazenda sejam ex-militares de origem do Rio de Janeiro, um da Polícia Militar e outro da Marinha.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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