Com cassação dada como certa, Sergio Moro deve recorrer ao TSE em junho. Até lá, Tribunal Superior Eleitoral não contará mais com o ministro Alexandre de Moraes, que será substituído por André Mendonça. Cármen Lúcia será a próxima presidenta do órgão.
Os bolsonarentos tem horror de Moro, que consideram traidor. Mas como o Capim Jaraguá, cespitoso muito apreciado nos tempos antigos de Goiás, nunca se sabe, seca a dentro, quando deixará sua folhagem tenra para se tornar uma taboquinha dura, que chegar a cortar a boca do cavalo.
A par da condenação política, Moro corre outros riscos: o Conselho Nacional de Justiça está apreciando sua atuação à frente da 13ª Vara Federal, de Curitiba.
Talvez, na sequência, surja a ingente atuação de turma e Presidência do 4º TRF, que julgou Lula da Silva sem ao menos ler o processo e depois cassou um pedido de habeas corpus concedido por um desembargador da Casa.
Na oportunidade, Sérgio Moro chegou a largar as férias para propugnar a cassação do habeas corpus, remédio jurídico eficaz para que réu ou investigado preso sem as devidas provas de condições permissivas para a prisão preventiva.
No dizer de Cesar Calejon, “Sérgio Moro é o principal artífice do golpe de 2016 e peça central na ascensão do bolsonarismo. Ele destruiu a economia do Brasil e conspirou contra a nossa nação via EUA. Deve ser cassado por abuso de poder econômico e responder pelos outros crimes cometidos.”

