O dólar ontem acelerou, pressionado pelos acontecimentos bélicos no Oriente Médio, e chegou a patamares que remetem a março de 2023: alta de 1,24%, a R$ 5,185. A queda das cotações nos EUA acontece em função da evolução favorável do plantio, que ontem já alcançava 3% da área prevista.

No Brasil, com o dólar em alta, as cotações subiram. No Oeste baiano, a soja balcão fechou no dia de ontem a R$109,33, com viés de alta para hoje.
A demanda crescente por soja, especialmente no mercado internacional, impulsionou as negociações no Brasil na última semana, de acordo com dados do Cepea. Este movimento resultou em uma elevação nos prêmios de exportação, atingindo patamares positivos pela primeira vez em oito meses. Os especialistas do Cepea observam que a valorização do dólar em relação ao Real tornou as commodities brasileiras ainda mais atrativas para os importadores estrangeiros.
Os preços da soja em grão registraram uma alta no mercado interno, influenciada não apenas pela demanda externa, mas também por indicadores de menor produção nacional. Entre a primeira estimativa da Conab para a safra 2023/24, divulgada em outubro de 2023, e a mais recente, deste mês, houve um corte de 15,48 milhões de toneladas. Agora, a projeção é de 146,52 milhões de toneladas, representando uma redução de 5,2% em relação à safra anterior e 0,23% abaixo do previsto no último relatório, emitido em março.
Este cenário de aumento na demanda e redução na produção nacional coloca a soja brasileira em destaque no mercado global, consolidando sua posição como uma das principais commodities agrícolas do país. A valorização dos prêmios de exportação e a competitividade dos produtos brasileiros são tendências que prometem impulsionar ainda mais o setor nos próximos meses.
Com Agrolink e Notícias Agrícolas.

