Ai, que delícia a liberdade de expressão da democracia dos EUA! Manifestantes são presos na Universidade de Columbia.

Policiais patrulham o campus da Universidade de Columbia, em Nova York, em meio a protestos de manifestantes pró-palestinos Policiais patrulham o campus da Universidade de Columbia, em Nova York, em meio a protestos de manifestantes pró-palestinos  Foto: Mary Altaffer/AP

A Agência France-Presse informou que, segundo a polícia americana, 133 manifestantes contra a guerra de Gaza foram presos no campus da Universidade de Columbia. Protestos pró-palestinos se espalham em universidades americanas após prisões em Columbia.Manifestações criaram embates em diversas universidades americanas; estudantes judeus acusam protestos de antissemitismo.

Protestos pró-palestinos e contra a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza se espalharam desde a segunda-feira, 22, nas principais universidades americanas e provocaram debates sobre antissemitismo nos campi e a oposição de parte da comunidade acadêmica ao conflito. A Universidade de Columbia cancelou aulas presenciais, dezenas de manifestantes foram presos na Universidade de Nova York e em Yale, e os portões do Harvard foram fechados ao público.

Na Universidade de Nova York, um acampamento montado por estudantes reuniu uma multidão na segunda-feira. A instituição afirmou que pediu para que as pessoas saíssem do campus, depois chamou a polícia após ver a desordem dos protestos. A universidade apontou que tomou conhecimento de relatos de “cânticos intimidadores e vários incidentes antissemitas”.

“É uma repressão realmente ultrajante por parte da universidade permitir que a polícia prenda estudantes em nosso próprio campus”, disse Byul Yoon, estudante de direito da Universidade de Nova York. “O antissemitismo não é aceitável. Não defendemos isso e vários judeus estão aqui conosco hoje”, disse Yoon.

Um cartaz contra a ofensiva israelense em Gaza foi colocado na frente de um acampamento de estudantes pró-palestinos na Universidade de Columbia, em Nova York, Estados Unidos Um cartaz contra a ofensiva israelense em Gaza foi colocado na frente de um acampamento de estudantes pró-palestinos na Universidade de Columbia, em Nova York, Estados Unidos  Foto: Stefan Jeremiah/AP

Os protestos colocaram estudantes uns contra os outros, com estudantes pró-palestinos exigindo que as suas universidades condenassem a ofensiva israelense no enclave palestino e não fizessem parcerias com empresas que vendessem armas a Israel. Alguns estudantes judeus, entretanto, dizem que muitas das críticas a Israel se transformaram em antissemitismo e fizeram com que eles se sentissem inseguros.

As tensões permaneceram altas na segunda-feira em Columbia, onde os portões do campus foram trancados para qualquer pessoa sem carteira de estudante. Protestos ocorreram dentro e fora do campus.

A deputada americana Kathy Manning, uma democrata da Carolina do Norte que estava visitando Columbia com três outros membros judeus do Congresso, disse aos repórteres depois de se reunir com estudantes da Associação Judaica de Estudantes de Direito que havia “um enorme acampamento de pessoas” que haviam assumido cerca de um terço de uma das instalações da universidade.

Do Estadão, editado.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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