
Decisão da Alta Corte de Londres ocorre no mesmo dia em que ocorreria a decisão final sobre sua libertação ou envio para os EUA, onde Assange acumula 18 acusações por Espionagem.
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recebeu, nesta segunda-feira (20/5), permissão da Corte do Reino Unido, para apelar contra sua extradição para os EUA após argumentar que sua liberdade de expressão poderia não ser respeitada lá.
A decisão do Tribunal inglês ocorre no mesmo dia em que ocorreria a decisão final sobre sua libertação ou envio para os EUA, onde Assange acumula 18 acusações por Espionagem. A Alta Corte de Londres concedeu permissão para o recurso completo, o que pode levar meses.
A decisão provocou comemorações entre seus apoiadores, enquanto o Departamento de Justiça dos EUA se recusou a comentar. Se a decisão fosse contrária a ele, Assange poderia ser extraditado dentro de 24 horas. O caso pode levar muitos meses e possivelmente chegar à Suprema Corte do Reino Unido.
Os promotores dos EUA informaram ao tribunal que Assange poderia “invocar” as proteções da Primeira Emenda concedidas aos cidadãos dos americanos. Sua equipe jurídica afirmou que um tribunal dos EUA não estaria vinculado a isso, considerando-o inadequado.
O tribunal concluiu que o recurso de Assange deveria se aplicar a todas as 18 acusações, não apenas três, como argumentaram os advogados dos EUA. No entanto, foi aceita uma garantia separada dos EUA de que Assange não enfrentaria a pena de morte.
O ‘WikiLeaks‘ divulgou documentos militares classificados dos EUA, o que gerou controvérsia.
Assange foi preso pela primeira vez na Grã-Bretanha em 2010 e desde 2019 está detido no presídio de segurança máxima de Belmarsh.
Editado por Urbs Magna
