Muitas dificuldades para esconder as caudas peludas no caso da ABIN paralela.

O jornalista Henrique Rodrigues afirma, na Revista Fórum, que a bolha bolsonarista está minimizando a gravidade da gravação apreendida pela Polícia Federal.

Em meio à repercussão explosiva da divulgação do áudio que mostra uma reunião no Palácio do Planalto, em 2020, na qual o então presidente Jair Bolsonaro (PL) se reúne com advogadas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e o então ministro-chefe do GSI, o general Augusto Heleno, para encontrar uma forma de interferir nas investigações sobre as rachadinhas atribuídas ao primogênito do mandatário à época, a bolha bolsonarista nas redes sociais dá vida à expressão popular e “finge demência” em relação ao devastador e criminoso escândalo que envolve o antigo clã presidencial.

Mesmo ocupando as manchetes de todos os jornais e levando juristas respeitados de todo o país a afirmarem categoricamente que o teor da gravação é assustador, já que desnuda um esquema de banditismo institucional instalado no coração do poder, operado por meio da instrumentalização do aparato do Estado, os fanáticos seguidores da extrema direita brasileira vão a todas as caixas de comentários dos canais noticiosos para dizer que “não tem nada demais ali”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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