Frente fria e gelo severo podem ter sido as causas da queda do avião da VoePass

Informações extra-oficiais dão conta que o ATR 72 chegou a pedir ao controle da área autorização para baixar do nível 170 – 17 mil pés – porque estava encontrando no radar uma formação de gelo muito forte. Não sendo autorizado, enfrentou a frente fria e as consequencias, como congelamento das superfícies e redução de velocidade até chegar ao stall.

Com isso entrou em parafuso chato – flat stall – vindo projetar-se ao chão  quase em linha reta, sem possibilidades de retomar a velocidade em que os parâmetros aerodinâmicos voltariam ao voo normal.

O gelo acaba se formando nas asas e altera o perfil aerodinâmico, e aí a aeronave perde a sustentação e vem para o chão. Provavelmente, se ele tivesse mais altura, o gelo poderia descongelar, e ele adquirir as condições de voo normal.

Outro informe importante é que o comandante realizava seu primeiro voo nessa condição.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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