Soja é empurrada para os piores patamares dos últimos 4 anos em Chicago

A verdade por trás da soja | Clínica Adventista de Curitiba

No Oeste baiano a cotação da soja teve uma sensível queda de  5,81% para R$108,17 a saca de 60 kg negociada em balcão. Há um ano a soja valia R$123,00 

Os preços da soja seguem pressionados nesta terça-feira (13/08) nos futuros da Bolsa de Chicago (CBOT). Fundos continuam a aumentar as posições vendidas e empurram a cotações de soja para os piores patamares em quatro anos.

O bom desenvolvimento da safra norte-americana e as projeções de uma safra recorde, conforme estimado pelo USDA no relatório de oferta e demanda de agosto, apresentado nesta segunda-feira, acabam por criar fundamentos muito baixistas – com boa oferta e estoques em alta.

O relatório do USDA foi extremamente negativo para os preços ao projetar um novo recorde histórico para a colheita dos EUA, em 124,9MT.

O mercado esperava 121,6MT; no mês passado eram 120,7MT. Na temporada anterior foram produzidas 113,3MT.

Os estoques finais vão a 15,3MT, ante 11,85 de julho e 9,4MT do ano passado. Além de melhor produtividade, houve aumento de área.

Para o mundo, os estoques finais vão a 134,3MT, ante 112,4MT da última estação. A produção é estimada em 428,7MT, contra 395,1MT do ciclo passado.

O consumo não segue o mesmo ritmo. Enquanto a produção cresce 8,5%, a demanda avança 5,1%.

Para p Brasil, o USDA manteve a produção em 153,0MT e em 169,0MT para a próxima estação. Para a Argentina, a colheita está avaliada em 49,0MT.

As importações chinesas deste ano são elevadas em 3,5MT de julho para agosto, para 111,5MT. No ano passado foram 104,5MT. Para 2024/25 deve ficar em 109,0MT, segundo o USDA.

Em outro relatório, o USDA atualizou as condições das lavouras, mantendo em 68% as áreas tidas como boas/excelentes; 24%, regulares e 8%, ruins/péssimas.

No mesmo ponto do ano passado, os índices eram, respectivamente, 59%, 29% e 12%.

Quanto ao estágio, 91% entraram em floração, ante 93% do ano passado; 72% entraram na fase de formação de vagens, contra 75% do mesmo ponto de 2023.

A Conab acaba de divulgar uma nova atualização do quadro de oferta e demanda do Brasil. A produção de soja deve ficar em 147,4MT, praticamente a mesma estimativa de julho.

Isto representa uma queda de 4,7% sobre as 154,6MT do ciclo passado. As exportações estão avaliadas em 92,4MT; na temporada passada foram 101,9MT.

O consumo interno é avaliado em 56,0MT – para uma produção de 40,2MT de farelo e 10,6MT de óleo.

Câmbio mais acomodado e preços externos achatados acabam por manter as indicações domésticas sob pressão. Prêmios no spot são indicados na faixa entre 120/150.

Indicações de compra no oeste do Paraná entre R$ 124,00/126,00 e em Paranaguá na faixa de R$ 131,00/134,00 – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.

Por Camilo Motter, em Rural News

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário