Surtos e ofensas: o novo ídolo das direitas entra em parafuso chato nas redes.

Como dizia o sábio Tim Maia, este País não tem jeito: “Puta goza, gigolô se apaixona, traficante se vicia e pobre é de direita”. Se este episódio do Pablo Marçal e sua entrada na esbórnia da política brasileira for contado daqui a 50 anos pouca gente vai acreditar.

Assim como não se acredita ainda que a Globo e a Veja elegeram Fernando Collor e que ele consumia supositórios de cocaína; que Jânio Quadros, muito bêbado, assistia faroestes antigos na sala de cinema do Alvorada e disparava seu 38 nos bandidos da tela; que Ademar de Barros e Paulo Maluf, muito ricos, roubaram de carregar de caminhão; que os militares só entregaram o governo para Tancredo e Sarney porque a inflação galopava e tinha se estabelecido uma poderosa malha de corrupção nas diversas instâncias dos governos; que a presidenta Dilma Rousseff teve seu mandato cassado sem crime; e que um capitão expulso do Exército, deputado do baixo clero por 28 anos, governou o País por 4 anos, cometendo crimes de toda natureza.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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