A investigação aponta que a organização criminosa, por meio de dois bancos digitais, ofereciam abertamente contas clandestinas que permitiam transações financeiras dentro do sistema bancário oficial de forma oculta.
Essas transações eram utilizadas principalmente, segundo a PF, por facções criminosas, empresas com dívidas trabalhistas, tributárias e também para outros fins. Segundo a PF, as contas desses bancos digitais acumulam R$ 7,5 bilhões.
Além dessas contas, que eram chamadas de contas bolsões, a organização também usou meios de pagamento com máquinas de cartão de crédito em nome de empresas de fachada não relacionadas aos verdadeiros usuários, permitindo a lavagem de dinheiro e também o uso do pagamento de atos ilícitos de forma oculta. São mandados de busca e apreensão acontecendo na região de Campinas, também na região de Sorocaba, em Jundiaí, na capital paulista, Osasco, São Caetano do Sul, Barueri, Ilha Bela, além da cidade de Belo Horizonte.
Além das prisões e buscas, também foram determinadas suspensão das atividades de 194 empresas usadas pela organização criminosa e a suspensão da inscrição de dois advogados juntos à OAB, um em Campinas e um em Sorocaba, e a suspensão do registro de contabilidade de quatro contadores, dois em Campinas, um em São Paulo, um em Osasco, além do bloqueio de valor de R$ 850 milhões em contas associadas à organização criminosa.
Segundo a investigação , a quadrilha criou dois bancos digitais – o Inovepay e o T10 Bank – sem a autorização do Banco Central (Bacen) para a prática das fraudes financeiras. Ao todo, 200 agentes federais foram envolvidos na operação. O material apreendido foi encaminhado À sede da PF em Campinas. As sedes dos bancos digitais irregulares e instituições administradoras de cartão de crédito também foram alvos de mandados de busca e apreensão. A Receita Federal aplicou sanções fiscais às pessoas jurídicas investigadas.