
As imagens de satélite da NOAA/NASA deste sábado mostram um muito denso corredor de fumaça que percorre milhares de quilômetros pelo interior da América do Sul e que no dia de hoje alcança o Rio Grande do Sul. A fumaça está de volta ao Sul do Brasil após dois dias de atmosfera limpa por uma massa de ar frio.
A origem principal da fumaça está no Sul da região amazônica, em particular no Sul do estado do Amazonas, no chamado arco do desmatamento, assim como no Pará, Mato Grosso e na Bolívia, onde o número de queimadas tem sido bastante elevado durante esta primeira semana de setembro.
O Rio Madeira, principal afluente da margem direita do rio Amazonas, está com nível de 1,10, a menor da anotação histórica desde 1967. As águas foram substituídas por enormes bancos de areia, isolando comunidades e plantações de frutos. Rondônia, assim como os outros estados amazônicos, continuam sob uma intensa nuvem de fumaça.
