Os tratamentos de alta complexidade só são obtidos depois de arriscadas viagens à noite e na madrugada.
Em menos de duas semanas, sete pessoas que viajavam para fazer tratamento de saúde em Salvador morreram em acidentes na BR-324. O último deles aconteceu na manhã dessa quarta-feira (11), quando uma van que transportava 16 passageiros colidiu com um caminhão. Três mulheres, sendo duas irmãs, não resistiram. Pacientes do interior do estado, que não conseguem atendimento nos municípios em que moram, recorrem ao Transporte Fora do Domicílio (TFD) para se deslocar até a capital. Para atendimentos de alta complexidade, a distância média a ser percorrida é de 213 quilômetros.
Nesses casos, os pacientes são submetidos a procedimentos que envolvem internação, cirurgias, tratamentos de câncer, além de exames como ressonância magnética e tomografia. Já para atendimentos de baixa ou média complexidade, como consultas e exames, o trajeto médio percorrido é de 84 quilômetros. Os dados fazem parte do estudo Região de Influência das Cidades (Regic), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/G/0/nTqY13RUAzZqbRIhpQtw/design-sem-nome-2024-09-11t110804.038.png)