A cadeirada da década: o coach ladrão de banco procurou e achou a agressão, que deveras merecia.

Depois de avisar que provocaria até que alguém perdesse o controle, Marçal acabou agredido pelo apresentador, indicando o nível de tensão da corrida à Prefeitura. Mais tarde ainda encenou uma internação em hospital, bem ao estilo marqueteiro do seu ídolo Jair Bolsonaro.

O debate deste domingo da TV Cultura foi marcado pelo baixo nível, com troca de acusações, palavras de baixo calão e uma agressão de José Luiz Datena (PSDB) a Pablo Marçal (PRTB).

O debate começou propositivo, mas a postura não durou muito. O primeiro bloco foi marcado pela discussão de propostas questionadas pelo apresentador Leão Serva aos candidatos de acordo com uma ordem definida por sorteio. Mas as ideias deram lugar à baixaria com as provocações entre os adversários, especialmente entre Datena e Marçal.

A tensão entre os dois começou no segundo bloco, quando Marçal afirmou que Datena assediou uma mulher. Sorteado para questionar Marçal, Datena abriu mão de questionar, justificando que o adversário “subverteu” os outros debates ao não responder perguntas e encaminhar seus eleitores para suas redes sociais. Marçal respondeu chamando o apresentador de “Dapena”, e então sugeriu que Datena deveria pedir “perdão para as mulheres”.

 

Com voz pausada, Datena se defendeu como se esperasse o ataque. Começou afirmando que a acusação gerou “grande problema para a minha família”, mas que a investigação não avançou.

“A polícia não viu prova nenhuma, nem o Ministério Público, que arquivou o processo. A pessoa que me acusou se retratou publicamente em cartório, pediu desculpas”, disse.

No quarto bloco, a agressão. Sorteado para perguntar a Datena, Marçal perguntou quando o adversário deixaria a disputa eleitoral, em referência a desistências anteriores. O apresentador ignorou a pergunta e voltou à acusação de assédio ao dizer que a “calúnia e difamação” provocou a morte de sua sogra.

-E o que você fez comigo hoje foi terrível, espero que Deus lhe perdoe. Você me pediu perdão anteontem, eu te perdoei, agora não perdoo mais.

Marçal voltou a provocar o apresentador ao lembrar que Datena ameaçou bater nele no debate da TV Gazeta/MyNews.

“Você não é homem nem pra fazer isso. Você não é homem.”

Como diz o comentarista de futebol, o coach ladrão de bancos procurou o contato. E a cadeirada veio.

“São Paulo é um covil de ladrões, uma cidade suja e perigosa, cujos habitantes vivem do que roubam dos que estão próximos a ela”.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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