Barroso pede ao Judiciário seriedade no combate a queimadas criminosas.

Brasília (DF), 16/09/2024 - Grandes focos de incêndio atingem áreas do Parque Nacional de Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo ministro, incêndios são provocados pela ação humana.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luís Roberto Barroso, cobrou nesta segunda-feira (16) seriedade do Poder Judiciário no combate às queimadas criminosas no país. Durante discurso na abertura da reunião do Observatório do Meio Ambiente e de Mudanças Climáticas do CNJ, Barroso disse que recebeu um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que demonstrou preocupação com a impunidade de quem pratica queimadas dolosas.

“Faço um apelo ao Poder Judiciário, aos juízes brasileiros, que tratem esse crime com a seriedade que ele merece ser tratado”, afirmou. Barroso disse que tem informações técnicas que confirmam que todas as queimadas na Amazônia e no Pantanal são provocadas pela ação humana.

“Tem a ação criminosa deliberada, que é de tocar fogo na mata, e tem a ação criminosa de queima de lixo, que também tem servido para propagar essas queimadas que estão devastando o país”, disse.

Ontem (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo, autorizou o governo federal a emitir créditos extraordinários fora dos limites fiscais para o combate às queimadas. O ministro também já determinou medidas para o enfrentamento aos incêndios na Amazônia e no Pantanal, como contratação emergencial de brigadistas e ampliação do efetivo da Força Nacional.

Da Agência Brasil.

Estima-se que no Brasil existam 55% de áreas degradadas de pastagens, correspondentes a 97,7 milhões de hectares de áreas improdutivas, sendo 44,30 milhões de hectares (45,34%), com alto grau de severidade, e 53,40 milhões de hectares com degradação intermediária, principalmente. E a maioria dessas áreas degradaram-se depois de grilagem, desmate ilegal, fogo ilegal e plantio de pastagens, nessa ordem. Quem visita o Pará, por exemplo, nos dias de hoje, outrora uma região de matas densas, só encontrará pastagens degradadas, juquiras e capoeirões.  As áreas florestadas são as imensas áreas indígenas, objeto, ainda, da retirada de madeira nobre por piratas do meio ambiente.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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