Economia do Nordeste cresce 47% mais do que a do Brasil no primeiro semestre

Região mira em superar desafios para continuar evoluindo

Nordeste brasileiro apresentou um desempenho econômico significativo no primeiro semestre de 2024. Dessa forma, contabilizou um crescimento de 3,1%, superando o avanço de 2,1% registrado na atividade econômica do Brasil. Esse crescimento representa uma alta de 47% a mais do que a economia nacional como um todo.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Boletim Macro Regional Nordeste.

Ainda de acordo com o estudo, no segundo trimestre de 2024 a economia nordestina cresceu 0,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar dos desafios históricos enfrentados pela região, como a baixa participação no PIB nacional e a alta taxa de pobreza, o relatório indica que há sinais de recuperação econômica.

Segundo o boletim, o Nordeste representa cerca de 27% da população brasileira, mas sua contribuição para o PIB nacional permanece em torno de 13,8%. Além disso, a renda per capita da região em 2023 era apenas 62% da média nacional, enquanto 55% da população em extrema pobreza do Brasil vive no Nordeste. Esses dados mostram que, apesar do crescimento, há desafios estruturais pela frente.

                 Como anda a geração de empregos e o mercado de trabalho no Nordeste?

O Nordeste gerou mais de 100 mil vagas de emprego neste primeiro semestre. FOTO: TIAGO STILLE/ GOV. DO CEARA

O mercado de trabalho no Nordeste também apresentou um desempenho positivo. Em junho de 2024, foram criados 45.904 novos postos de trabalho, o melhor resultado do ano até então. No acumulado do primeiro semestre, o saldo de empregos formais foi de mais de 142 mil novos postos, com Ceará, Bahia e Pernambuco liderando a criação de vagas. Ao mesmo tempo, esse crescimento ajudou a reduzir a taxa de desocupação na região para 9,4% no segundo trimestre de 2024.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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