A área total deve chegar a 131 mil hectares. Com isso, há a possibilidade de que sejam produzidas mais de 250 mil toneladas de feijão no estado.
Historicamente, a saca do feijão carioca e de cores é vendida por 30 a 40% a mais que o preto, que é mais consumido apenas nos estados do Sul, Rio de Janeiro e em algumas regiões de forte migração sulista. As facilidades de colheita do feijão preto, de porte determinado, realizadas por colhedeiras tradicionais de soja, também sempre favoreceram um menor preço da variedade.
A variedade carioca, pelo menor porte (tamanho dos internódios) e crescimento indeterminado exige arranquio manual, enleiramento manual e uso de batedeiras-recolhedoras específicas.
A par disso, a variedade carioca costuma “perder a cor” mais cedo, diminuindo seu valor de mercado.
Atualmente o feijão carioca é comercializado a R$240,00, enquanto as variedades negras do RGS e Paraná são comercializadas a R$360,00. Apesar disso, produtores tradicionais sabem que “um pivô bem conduzido”, com capacidade para produzir até 5.000 sacas, costuma balançar o mercado, deprimindo preços do dia na Bolsinha de São Paulo.