Osvaldo Cavalcante Maciel. Esse é o nome de um ex-patrão do atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, candidato à reeleição, agora em 2º turno.
Maciel é um dos empresários presos e condenados por uma das maiores fraudes da história do sistema bancário brasileiro, um caso que foi capa dos jornais em 1995. Ele integrou uma quadrilha que desviou R$ 1,6 bilhão do Banco do Brasil, em valores atualizados.
Há cerca de dois meses, a excelente série Endereços, do site De Olho nos Ruralistas, revelou uma suposta ligação entre Maciel e Ricardo Nunes. Uma das reportagens, intitulada “Como o prefeito de SP ficou subitamente milionário, em 1994”, ouviu um ex-vizinho de Nunes que afirmou que o prefeito era empregado de Maciel.
Agora o Intercept Brasil publica nova matéria sobre o assunto tenebroso: “O nome proibido da eleição de SP”.
Vale à pena o eleitor visitar o site e inteirar-se do assunto.
Nunes tem história: no debate da Record TV, o candidato do PSOL contou história ocorrida em 1996, quando o hoje prefeito fez disparos com uma arma de fogo em frente a uma balada, a tal da boate Caipirão, em Embu.
Após dizer várias vezes que é “um homem equilibrado”, e que tem “um passado limpo”, acusando o oponente de ser um “extremista” e de supostamente “não gostar de polícia”, o chefe do Executivo paulistano foi “lembrado” sobre um episódio em que deu tiros para o alto na porta de uma balada localizada em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo, há 28 anos.
Visivelmente irritado e sem reação, num primeiro momento o prefeito falou de outro assunto, mas foi cobrado na réplica de Boulos. Sem saída, ele apresentou uma versão até então desconhecida, de que teria “ido separar uma briga” porque ele é um homem “de ação”, negando qualquer disparo na via pública, algo bem diferente do que consta no boletim de ocorrência registrado à época, ocasião em que Nunes foi detido e levado à delegacia, diz reportagem da Revista Fórum.
Nunes em saia justa, justíssima, com a afirmação de Boulos. Por isso o Prefeito foge dos debates como o diabo da cruz.
