Prefeito de Luís Eduardo ressalta importância de usina de alcool de milho para o Oeste da Bahia.

Da esquerda para a direita: O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos; o presidente da Inpasa, José Lopes; o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; o vice-presidente da Inpasa, Rafael Ranzoli e o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá.

“É um momento único para Luís Eduardo Magalhães”, declara Junior Marabá sobre instalação da Inpasa no município. Operação da usina está prevista para 2026, e deve gerar 450 empregos diretos e 1.500 indiretos.

Com a presença de autoridades municipais e estaduais, entidades de classe e produtores rurais da região Oeste, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o prefeito Junior Marabá e o presidente da Inpasa, José Lopes, lançaram a pedra fundamental da biorrefinaria de etanol, na manhã desta segunda-feira (21), na BR 242, KM 900, município de Luís Eduardo Magalhães.

A usina, que tem previsão de início das operações para o primeiro trimestre de 2026, deve gerar mais de 450 empregos diretos e 1.500 indiretos, e vai ocupar uma área superior a 100 mil hectares. Para o prefeito Junior Marabá, esse é um momento único para o município.

A verticalização e industrialização de produtos agrícolas é a grande saída para a agricultura. A Bahia está entre os 10 maiores produtores de milho do país. Cerca de 43% da produção é realizada na região Oeste do estado, onde está localizada Luís Eduardo Magalhães. Já a safra de sorgo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem potencial de crescimento e deve aumentar 42,3% em 2024. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que a cultura vai expandir devido ao alto potencial de produção dos grãos, especialmente em situações de déficit hídrico e baixa fertilidade do solo, que oferecem riscos para outras culturas, como o milho. Os resíduos da indústria, como o DDG (um farelo proteico utilizado na alimentação de animais como bovinos, suínos, aves, peixes e pets) alavancarão ainda mais a diversificação da atividade econômica primária na região. 

“Assim como Luís Eduardo Magalhães se desenvolveu e começou esse crescimento no agronegócio nas décadas de 1980, 1990, e fez com que Luís Eduardo seja hoje a cidade que mais cresce na Bahia, e a quinta economia do estado, eu vejo que com a instalação da Inpasa, nós teremos um marco temporal, a partir de uma produção com valor agregado. Não estaremos mais produzindo e exportando apenas grãos, mas produzindo e exportando produtos com valor agregado, como biocombustíveis, DDGS, óleos vegetais, dentre outros. Então é um momento único para Luís Eduardo e a gente fica muito feliz com a dedicação de todos da Inpasa”, pontuou.

O prefeito ainda reforçou a importância da geração de emprego e renda para a cidade. “Quero agradecer ao senhor Zé Lopes por acreditar em Luís Eduardo Magalhães, e tenho certeza de que terá retorno do valor investido, e é importante dizer que não há justiça social maior do que a oportunidade de emprego para todos, o que a instalação da usina vai promover”, concluiu.

O vice-presidente da Inpasa, Rafael Ranzoli agradeceu ao governador e ao prefeito Junior Marabá pela receptividade e apoio incondicional. “É uma satisfação enorme estar aqui na Bahia, agradeço em nome de toda equipe, por acreditarem no nosso projeto, e sem dúvidas nós estamos aqui para empreender junto com vocês”.

Jerônimo Rodrigues falou da parceria com o município de Luís Eduardo Magalhães e o governo federal, no compromisso de trazer crescimento para o Oeste. “Estamos saindo do mapa de exportador de grãos, para exportador de energia, com agregação de valor e eficiência energética. Queremos mostrar para o Brasil que além de exportar milho, soja e algodão, podemos também exportar produtos manufaturados”, pontuou.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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