Nova mina de diamante na Bahia vai a leilão em novembro

Gentio do Ouro – Santo Inácio

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza, no dia 27 de novembro, em Brasília, um novo leilão dos ativos minerários de três áreas no país, incluindo o projeto Diamante de Santo Inácio (BA), cuja mina está localizada no município de Gentio do Ouro, no noroeste baiano, distante 612 km de Salvador.

Este mês, serão publicados os editais para cessão dos direitos minerários com mais detalhes sobre o processo.

A estimava é que a área tenha cerca de 245 milhões de toneladas de cascalho diamantífero, com teor médio de 1,50 pontos/m³ ou 0,58 cpht, totalizando 1,8 milhão de quilates.

O leilão representa uma oportunidade para atrair investimentos substanciais para a região, promovendo a geração de empregos e o aquecimento da economia local. Os ativos serão leiloados no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Presidência da República. A iniciativa busca promover a ampliação do setor de mineração no Brasil, disponibilizando ativos minerários para exploração e pesquisa mineral eficiente, visando a geração de empregos, aumentando a renda e promovendo o crescimento econômico das comunidades locais.

Para participar do leilão, são elegíveis pessoas jurídicas, nacionais ou estrangeiras, entidades de previdência complementar e fundos de investimento. Essas organizações podem concorrer isoladamente ou em consórcio. O certame será realizado por meio de contrato de Promessa de Cessão de Direitos Minerários.

As atividades de pesquisa projeto Santo Inácio remontam ao período de 1985 a 1988, empreendido inicialmente em um bloco de 14 áreas de 500 hectares, cada uma, totalizando 7.000 hectares (70 km2).  Inicialmente, o Serviço Geológico do Brasil estima que serão necessários investimentos, pelo vencedor do leilão, de R$ 5 milhões em pesquisas.

A Bahia já possui a maior mina de diamante da América Latina, localizada no município de Nordestina. A mina Braúna é explorada pela Lipari Mineração Limitada, uma empresa canadense que investiu mais de US$ 100 milhões (R$ 550 milhões) no projeto. A projeção é que a mina consiga extrair aproximadamente 340 mil quilates de diamantes por ano, em um período de vida útil de pelo menos sete anos. Isso representa quase meia tonelada de diamantes durante todo o período de atividade da mina.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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