Trump e a atriz pornô Stephanie Clifford, pela qual foi condenado na Justiça.
Quatro anos após deixar Washington como um pária, Donald Trump voltará à Casa Branca mais forte politicamente do que quando assumiu pela primeira vez a Presidência dos Estados Unidos. O candidato republicano obteve uma vitória expressiva ontem (terça): venceu as eleições e, até o final da madrugada, avançava para vencer, também, no voto popular – algo que não conseguiu em seu primeiro mandato.
O triunfo de Trump se tornou ainda mais significativo com a confirmação de que os Republicanos obtiveram maioria no Senado. A disputa pela Câmara ainda prossegue, mas os Republicanos têm boas chances de manter o controle da Casa. Trump terá a seu lado uma Suprema Corte amigável.
A onda vermelha que chegará a Washington facilitará a execução da agenda de Trump, seja em relação à política econômica, seja quanto à imigração. Nesse sentido, o peso político da vitória é relevante. Trump teve mais votos do que em eleições anteriores, mesmo nas regiões em que já era forte.
Trump recebeu mais votos nos locais em que o poder de compra dos americanos foi corroído pela inflação nos últimos anos. Também se saiu bem entre latinos e homens negros. Ainda haverá muita discussão sobre as razões que levaram a maioria dos americanos a escolher novamente o Republicano.
Prevalecerá a incerteza sobre o que Trump fará, de fato, com o poder que conquistou novamente. Na campanha, ele não detalhou o que fará, além de prometer deportar imigrantes ilegais. Prometeu aprisionar adversários e perseguir a imprensa. Para todos os efeitos, a incerteza é tanto doméstica quanto global. Da guerra na Ucrânia à relação com a China, passando pela imposição ou não de tarifas comerciais, sobram dúvidas acerca de qual será o caminho dos Estados Unidos nos próximos quatro anos.
Trump parece ter um talento especial para liberar demônios. No Brasil, o que se tem escrito na grande mídia e nas mídias sociais sobre o presidente eleito é um tsunami imparável de bobagens. Trump, é evidente, é um homem de direita, mas isso não significa um aumento do conservadorismo no mundo. Homens como Trump e Elon Musk só se metem em política por negócios, não pelos seus princípios. Até porque grandes políticos não costumam se meter com prostitutas e com drogas pesadas.
