Governo vai privatizar BRs 242 e 101 no trecho baiano

O governo federal planeja conceder ao setor privado duas rodovias localizadas na Bahia, no segundo semestre de 2025; BR 242 e BR 101.
A concessão será com contratos mais “enxutos”, com menos obrigações contratuais, menos investimentos, e prometendo um retorno mais rápido.

O investimento será imediato, sem duplicações, com foco na recuperação da rodovia, com melhoria da pista e sinalização, além de eventual redesenho do traçado. Em alguns projetos, contudo, o governo estuda colocar “gatilhos” nos contratos para incluir investimentos adicionais de acordo com eventuais aumentos de tráfego.

O trecho Barreiras / Luís Eduardo Magalhães já possui duplicação prevista com recursos públicos e também deverá ser privatizada.

As rodovias que serão concessionadas na Bahia possuem grande movimento de veículos pesados e leves.
Segundo informações preliminares, a BR 324, antiga Via Bahia, não está incluída nessa primeira etapa.
No caso da Via Bahia, o Ministério dos Transportes informa que será uma concessão tradicional, pois tem fluxo que permite isso.

Vale ressaltar que a diferença desse leilão para o tradicional é que este não prevê duplicação e grandes obras para melhorar a capacidade. “As rodovias que terão contratos enxutos não têm a necessidade disso, não têm tráfego para exigir a duplicação, então não preciso fazer esses investimentos”, explicou o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro ao site G1.

A ideia é facilitar essas concessões e o prazo de concessão será menor em relação aos contratos convencionais. Por isso, as concessões estudadas para leilão em 2025 têm duas características em comum: são estradas com fluxo menor de veículos, mas com transporte de carga relevante.

Do Bahia Economia

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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