Informação foi repassada à imprensa, neste domingo (22), em coletiva com representantes das forças de segurança.
Subiu para 41 o número de mortos no grave acidente envolvendo um ônibus, um caminhão e um carro de passeio na BR-116, em Teófilo Otoni, na madrugada deste sábado (21). A informação foi repassada pelas forças de segurança de Minas Gerais, em coletiva à imprensa na manhã deste domingo.
De acordo com a Polícia Civil, 12 corpos já foram identificados até a manhã deste domingo. O Instituto Médico-Legal ainda trabalha na identificação de 29 vítimas. Como os veículos ficaram carbonizados após o acidente, os procedimentos são trabalhosos, segundo a corporação. O acidente é o mais grave, quando considerados os números de vítimas fatais, em rodovias federais desde 2007.
O perito criminal Felipe Dapieve informou que a identificação é feita por dois métodos. “Papiloscopia ou DNA serão usados para identificar as vítimas. Se for por digital (papiloscopia), o processo será mais rápido. Se for por DNA, vai ser mais lento”, salientou o perito.
“A gente se familiariza com a dor dos familiares e queremos dar uma resposta o mais rápido possível. Vai ser montada uma estrutura na Acadepol para receber as famílias”, complementou.
Uma nova versão sobre a causa do acidente que matou mais de 40 pessoas na BR-116, em Teófilo Otoni, foi apresentada por testemunhas ao Corpo de Bombeiros neste sábado (21 de dezembro). O acidente envolveu um ônibus, uma carreta e um carro, na altura do distrito de Lajinha.
Inicialmente, conforme informado pelos bombeiros, acreditava-se que a batida havia ocorrido após um dos pneus do ônibus ter estourado, o que teria feito com que o motorista perdesse o controle e colidisse com a carreta. No entanto, uma nova versão aponta que um bloco de granito teria caído da carreta e atingido o ônibus.
Em coletiva à imprensa, neste domingo (22), a Polícia Civil informou que dados da nota fiscal da mercadoria indicam que o caminhão estaria com peso acima do permitido.
O motorista da carreta fugiu, e está sendo procurado pelas Polícias Civil e Militar. O homem, ainda não identificado, teve a carteira de habilitação apreendida em 2022, após se negar a soprar o bafômetro em uma blitz da Lei Seca na cidade de Mantena.
Relato do jornal O Tempo, de Minas Gerais.
