Nas cotações de Luís Eduardo e Barreiras, a cotação da soja teve um movimento forte para baixo, com queda de 4,51 para R$116,50. A soja disponível nos depósitos das companhias permaneceu estável em R$128,00 a saca.
Segundo o Notícias Agrícolas, nesta terça-feira os preços da soja operaram com bastante volatilidade, mas movimentações restritas próximas da estabilidade na Bolsa de Chicago. O analista da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, explicou que o mercado financeiro e a proximidade do fim do ano fiscal mantiveram esse cenário, com as principais cotações se consolidando próximas dos US$ 10 por bushel.
Apesar disso, o analista aponta que ainda há espaço para novas altas nos preços no curto prazo dentro dos próximos meses, especialmente olhando para o clima na América do Sul e para o dólar, que segue acima dos R$ 6,00.
Outro ponto de atenção futura é para a posse do Presidente Donald Trump no dia 20 de janeiro. O novo mandatário dos Estados Unidos convidou Xi Jinping para a solenidade e, na visão de Fernandes, a presença do Presidente chines pode indicar sinais de acordo entre as lideranças antes mesmo de uma guerra comercial começar, o que pode ser prejudicial para a demanda por soja brasileira ao longo do ano.
O evento climático da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que está proporcionando chuvas para o Matopiba, Centro-Oeste e Sudeste, trouxe novo alento aos produtores. Mas a expectativa de produção maior significa frieza por parte de compradores de futuros. Só a perspectiva de poucas chuvas no extremo cone sul pode contrariar essa tendencia.

