Recorde em Floripa: chove 369 mm em 24 horas e até a BR 101 é interrompida em Biguaçu.

Santa Catarina ainda enfrenta as consequência da chuva excessiva que atingiu o Leste e o Nordeste do estado durante a quinta-feira e as primeiras horas da sexta-feira, o que causou uma morte, deixou cidades em emergência e causou muitos prejuízos para a população.

Onze municípios catarinenses decretaram situação de emergência devido aos impactos causados pela chuva extrema: Camboriú, Governador Celso Ramos, Tijucas, Biguaçu, Florianópolis, Porto Belo, Ilhota, Balneário Camboriú, São José, Palhoça e Itapema.

Em Governador Celso Ramos, uma morte foi registrada. Homem de 72 anos, que estava desaparecido após não ter retornado de um rancho de pesca na Praia de Palmas, teve o seu corpo localizado no costão da Praia de Caravelas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) registrou 366 ocorrências em 27 municípios com assistência a 2.007 pessoas.

As áreas mais afetadas foram as regiões da Grande Florianópolis e do Litoral Norte. O maior volume de atendimentos se deu no Litoral Norte, nos municípios de Balneário Camboriú, Camboriú e Itapema.

Máquinas estão no local nesta sexta-feira (17) – Foto: Reprodução/NDBR 101, de alto fluxo de veículos, é interrompida.

Desde quinta-feira (16), a faixa litorânea de Santa Catarina entre o Litoral Norte e a Grande Florianópolis é afetada por fortes chuvas com alagamentos, deslizamentos, quedas de muro e árvores e interdições.

Vista de Camboriú, no Litoral Norte de Santa CatarinaArredores de Camboriú se tornaram grandes áreas inundadas. Nas praias, esgoto, lixo e bolsonaristas.

Defesa Civil divulga acumulado de chuvas nas últimas 48 horas. Entre os maiores registros está Biguaçu, na Grande Florianópolis com 404 milímetros nos últimos dois dias.

                   O que causou o desastre meteorológico

A chuva somou entre 100 mm e 300 mm em diversos municípios da Grande Florianópolis e do Nordeste catarinense, especialmente no Litoral Norte. Pontos isolados anotaram acumulados de precipitação ainda mais altos, como o Norte da Ilha em Florianópolis que chegou a ter mais de 350 mm. A quantidade de chuva foi efeito de orografia, ou seja, pelo fluxo de umidade que vem do mar. Correntes de vento associadas a um centro de alta pressão no Oceano Atlântico com abundante águas precipitável avançaram do mar para o continente rumo ao Leste do Sul do Brasil.

A chuva orográfica é a precipitação induzida pelo relevo. Umidade que vem do oceano, trazida por vento, ao encontrar a barreira do relevo da Serra do Mar, ascende na atmosfera e encontra temperatura mais baixa com camadas mais frias. Isso leva à condensação e à ocorrência de chuva induzida pelo relevo.

                   Previsão próxima

Os ventos não mais sopram do mar para o continente, o que proporcionou a diminuição da instabilidade durante a sexta-feira nas áreas mais afetadas pela chuva da quinta e das primeiras horas do dia. Ou seja, não há mais previsão de chuva orográfica.

Agora, uma massa de ar quente e úmido toma conta do estado de Santa Catarina. Por isso, neste fim de semana o sol aparece com nuvens no estado catarinense. Da tarde para a noite, entretanto, o calor forma nuvens carregadas que podem trazer chuva forte e temporal, mas apenas em pontos isolados.

Na segunda-feira, embora o sol apareça com nuvens em diversas áreas com calor, instabilidade associada a um centro de baixa pressão a Sudeste do Rio Grande do Sul vai avançar de Oeste para Leste pelo território catarinense com chuva e temporais isolados. Isoladamente, a chuva deve ser forte.

Na terça-feira, o tempo firme com sol predomina na maior parte de Santa Catarina com calor. Já na quarta-feira, o sol aparece no estado catarinense, entretanto a temperatura alta provoca chuva isolada de verão na segunda metade do dia.

Com G1, Metsul e outros veículos da região.

 

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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