Soja segue recuando em Chicago nesta 5ª feira e mercado se divide entre Trump e clima adverso no Cone Sul.

PROBLEMAS NA COLHEITA | AgroNovas

O comportamento do clima está tão diverso que agricultores perdem soja por falta de chuva no MS e por excesso de chuva, na colheita, no Mato Grosso.

Os futuros da soja negociados dão sequência às baixas na Bolsa de Chicago e, perto de 6h55 (horário de Brasília), perdiam entre 4,25 e 5 pontos nos principais vencimentos. O março vinha cotado a US$ 10,50 e o maio, US$ 10,63 por bushel. Os preços do farelo e do óleo também trabalhavam do lado negativo da tabela.

Esta tem sido mais uma semana de intensa volatilidade para o complexo soja. O mercado tem sentido os impactos dos novos anúncios de Donald Trump, que sinalizou, na noite da última terça-feira (21), que deverá começar a taxar os produtos chineses a partir de 1º de fevereiro.

Do mesmo modo, a safra da América do Sul se mantém no foco central dos traders. Há problemas de clima no Brasil e na Argentina que vem não só tirando potencial produtivo das lavouras, mas também atrasando a chegada da oferta da nova safra ao mercado global. E são estas condições que têm limitado as baixas que são registradas na CBOT.

O caminhar do dólar também é acompanhado de perto. Ontem, a moeda americana voltou a recuar forte frente ao real, perdeu mais de 1,5% e fechou abaixo dos R$ 6,00 pela primeira vez no ano, o que também acaba por ser um fator de suporte às cotações em Chicago.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário