Justiça penhora 19 imóveis de Paulo Maluf por desvios em gestão há 30 anos.

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de 19 imóveis do ex-prefeito de São PauloPaulo Maluf, 93, que também foi condenado a pagar mais de R$ 417 milhões por uso de dinheiro público para publicidade pessoal durante a sua gestão, em 1993, informou Rogério Gentile, do UOL, na segunda-feira (17/fev), quando seu colega do mesmo portal, o colunista Josias de Souza, afirmou que o político foi oficializado nos anos 1990 e 2000 como o maior corrupto da história brasileira.

 

Paulo Maluf em 2017, durante entrevista | Imagem reprodução

TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) atendeu a uma ação popular movida há 32 anos pelo então vereador Maurício Faria (PT), quando, durante a campanha eleitoral de 1992, na tentativa de reconquistar o cargo de prefeito que já tinha ocupado em 1969, Maluf utilizou a imagem de um trevo de quatro folhas em formato de corações.

Depois de ter sido eleito, utilizou desse mesmo símbolo como imagem da gestão à frente da Prefeitura e a Justiça interpretou que Maluf tentou fazer publicidade pessoal e o “corrupto oficial dos anos 1990“, segundo o colunista, foi condenado a devolver aos cofres públicos do Município de São Paulo o valor de R$ 417.103.110,96.

A decisão foi do juiz Fausto José Martins Seabra, da 3ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, registrada em 14 de fevereiro último, e ainda cabe recurso ao político idoso, apesar de que a quantia pode aumentar devido a eventuais novas determinações de penhora.

Segundo a decisão, entre os bens penhorados de Maluf está uma mansão no Guarujá, avaliada em mais de R$ 2,7 milhões. O “corrupto oficial do Brasil nos anos 1990 e 2000“, segundo Josias de Souza, acabou sendo esquecido pela Justiça devido ao surgimento de novos corruptos: “Era o suspeito de sempre, que inocentava toda a classe pelo contraste“, afirmou.

Maluf era o corrupto-mor“, disse ainda o colunista. “Ele passou até uma temporadazinha curta em ‘cana’, mas logo foi enviado para uma prisão domiciliar“.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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